Photograph by Michael Thompson
Emma Watson + People’s Choice Awards Press Room with The Perks of Being a Wallflower cast
Emma Watson + People’s Choice Awards Press Room with The Perks of Being a Wallflower cast
In order to acquaint himself with his three lead actors, director Alfonso Cuarón had each of them write an essay about their characters, from a first-person point of view. Emma Watson wrote a 10-page essay. Daniel Radcliffe wrote a one-page summary, and Rupert Grint never even turned his in. (x)
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (2004)
Negrite os filmes que você já viu:
HARRY POTTER AND THE SORCERER’S OIL
HARRY POTTER AND THE CHAMBER OF SYRIA
HARRY POTTER AND THE PRISONER OF AFGHANISTAN
HARRY POTTER AND THE GOBLET OF IRAQ
HARRY POTTER AND THE ORDER OF AL-QAEDA
HARRY POTTER AND THE HALF-BLOOD MALIK
HARRY POTTER AND THE DEATHLY TALIBAN
Harry Potter and the Philosopher’s Stone;
Harry Potter and the Chamber of Secrets;
Harry Potter and the prisioner of Azkaban;
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Harry Potter and the Goblet of Fire;
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Harry Potter and the Order of the Phoenix;
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Harry Potter and the Half-blood Prince
Harry Potter and the Deathly Hallows;
Especial de Natal, algemas e Alietro.
— Sabia que não devia ter te convidado pra me ajudar a montar a árvore de Natal.
Cruzei os braços no peito, fingindo estar ofendido.
— Por que não? Eu sou um perfeito Assistente De Montar Árvores de Natal. Totalmente prestativo. E sou gostoso também. Não negue, Alice. Sei que você também acha isso.
Ela revirou os olhos.
— Você quebrou as luzes em menos de dez minutos. Isso é parte da sua concepção de “ser prestativo”?
— Aquilo foi um acidente — eu disse, na defensiva, tentando arrumar os enfeites na árvore e meio que estragando tudo. — E eu comprei luzes novas, então meio que meu erro foi anulado.
Ela balançou a cabeça e apertou os lábios em sinal de reprovação, observando minhas mãos.
— Você tá fazendo errado — disse, dando um tapinha no meu braço. Levantei as mãos, como quem se desculpa.
— Desculpa, Miss Eu Sou Boa Em Tudo Que Eu Faço. Acho que minhas mãos são melhores pra outras coisas… Mas você sabe disso.
Ela me deu um soco no peito. Eu a empurrei. Incitei-a a continuar com o olhar, mas ela não revidou.
— Eu nunca entendi muito bem o Natal — falei.
Ela me deu aquele olhar que dizia “ah, lá vem o Pietro”.
— O que é tão complicado de entender? Sei que seu cérebro parou de se desenvolver aos 13 anos, mas cara…
Ignorei.
— O aniversário de é Jesus, ou pelo menos acho que essa é a definição da data, mas não sei, eu era péssimo na catequese… Enfim. O aniversário é de Jesus, mas é a gente que ganha presente e se mata comendo chocolate e panetone.
Ela riu alto.
— Eu odeio panetone — reclamei.
— Você só conseguiria piorar isso se falasse “oh, o Natal é uma data tão capitalista! Onde está o sentimentalismo?”. Eu gosto de panetone.
Sorri, malicioso, e andei alguns passos até ficar atrás dela, empurrando o braço dela de leve e a fazendo derrubar a bolinha que estava arrumando na árvore.
— Ah, não. Eu adoro capitalismo e feriados capitalistas e tudo mais. Não diria isso — beijei a bochecha dela. — E claro que você gosta de panetone. Você é estranha.
Subi a mão direita pelas costas da Alice por baixo da camiseta e distribui beijos pelo ombro dela. Agarrei o quadril com a outra mão e a puxei um pouco mais pra mim, minha barriga e todo o resto do meu corpo colado no dela. Ela virou o pescoço um pouquinho pra que eu pudesse beijar lá também.
— Pietro.
Raspei meu queixo pelo pescoço dela e ela se arrepiou quando sentiu minha barba arranhando. Virou a cabeça pra mim.
— Seu trabalho como meu assistente também envolve me distrair do que eu tô fazendo?
— Não, esse é meu trabalho como seu… — e na metade da frase eu reparei que não tinha um nome pro que eu era pra ela. — Escravo sexual.
Ela se virou de frente pra mim, as mãos nas minhas costas, me mantendo perto e me encarando.
— Escravo sexual? — ela levantou as sobrancelhas. — Você se considera isso?
Dei de ombros.
— Você tem uma definição melhor?
Ela me beijou, provavelmente tentando evitar a pergunta.
Levei minha mão até a nuca dela e enfiei meus dedos entre os cabelos, primeiro agarrando e depois puxando. A empurrei pra parede logo atrás dela e a joguei lá com um pouquinho a mais de força do que o necessário, mas ela pareceu gostar. Desci a outra mão pela lateral do corpo dela e subi a coxa dela pra minha cintura, enquanto ela roçava a outra perna entre as minhas.
Continuei esfregando nossos corpos enquanto a gente se beijava e Alice puxou e soltou meu lábio, pra logo após parar nosso beijo, justamente quando eu tava ficando animado.
— Amo beijar você, Pietro, você sabe o quanto, mas eu tenho que terminar minha árvore de Natal e você não tá ajudando — reclamou contra minha boca.
“Amo”.
Ela subiu as mãos por baixo da minha camisa, arranhando meu abdômen.
Balancei a cabeça e fiz biquinho. Ela fez biquinho também. Mordi o biquinho dela. Coloquei as duas mãos no quadril dela e fiz negativo com a cabeça.
— Não.
— Sim.
— Não.
— Depois.
Ela empurrou meu peito e eu me afastei, mesmo contrariado.
— Só depois?
— Só depois.
— Certo. Sinto muito lhe dizer, mas como punição pelos maus modos e pela ingratidão, você acaba de perder seu assistente.
— Punição? — ela sorriu. — É mais uma benção.
Sentei no sofá e coloquei as mãos atrás do pescoço. Fiquei a observando montar a árvore, toda cuidadosa e atenta aos detalhes. Ela me olhava rapidamente de vez em quando.
— Para de me encarar — ela disse.
— Não tô encarando — me defendi.
— Quase nada.
— Tô… Admirando.
— Tá encarando.
— Ok, talvez eu esteja. Encarando com admiração.
Atirei uma das bolinhas da decoração nela.
Depois de um tempo em silêncio, ela perguntou:
— O que eu vou ganhar de Natal do meu ex Assistente Gostoso?
Eu sorri com a referência.
— Um vibrador — respondi. — Bem grande. E preto. Ele acende umas luzinhas também… Quase roubei pra mim.
Ela parou de arrumar a árvore e virou o corpo na minha direção, o rosto sério. Me espreguicei no sofá, a expressão mais inocente do que nunca.
— Pra que eu precisaria de um vibrador se eu tenho você? — ela provocou.
Levantei as sobrancelhas.
— Eu sou melhor que um vibrador?
Ela voltou a atenção pra árvore.
— Nunca experimentei um vibrador — se esquivou da pergunta, a voz baixa.
— Mas eu sou bom? — insisti.
Ela me olhou de canto.
— Cala a boca, Pietro.
Gargalhei.
— Você não negou!
— Quieto.
— Então eu sou bom.
Ela revirou os olhos, com cara de tédio.
— Criança.
— Mas eu sou bom.
— Infantil.
— E bom.
Ela suspirou e não respondeu, sabendo que é inútil discutir comigo. Era realmente fofinho assistir ela arrumando a árvore de Natal toda feliz.
— Alice — chamei.
— Pietro.
— Olha pra mim.
Ela olhou. Bati a mão na minha coxa.
— Vem cá.
Ela balançou a cabeça em sinal de negativo.
— Por que eu iria?
— Só vem.
Alice andou preguiçosamente na minha direção e eu me ajeitei no sofá. Ela sentou no meu colo de pernas abertas e se arrumou sobre mim, as mãos no meu pescoço. As minhas estavam nas coxas dela e eu a pressionava contra o meu colo.
— O que você acha que o Papai Noel vai te dar esse ano?
Ela me analisou, o olhar levemente malicioso.
— Não tenho ideia — e subiu uma das mãos pro meu cabelo, na nuca. Levei a boca até o pescoço dela.
— Você foi uma boa menina ou uma má menina esse ano? — perguntei, movendo a boca do pescoço até a orelha. — Eu acho que você foi má.
— Eu queria muito saber por que tudo que você fala soa tão pervertido.
Ela me beijou, movendo o corpo mais pra cima do meu conforme a intensidade do beijo aumentava. Apertei a coxa dela enquanto ela puxava meu cabelo. Ela parou de me beijar, mas manteve nossas bocas próximas, a respiração pesada batendo contra os meus lábios.
— Acho que fui uma menina má esse ano.
Apertei a coxa dela com um pouco mais de força e depois sorri.
— Sério? Então eu acho que vou ter que te punir.
— Isso envolve chicotes e essas coisas sadomasoquistas ou só uns tapinhas resolvem? — ela puxou minha cabeça pra trás, deixando meu pescoço livre e o encheu de mordidas.
— Não sei. Pensei em comprar umas algemas e te prender na cama por um dia inteiro.
— Por que essa sua ideia não me surpreende? — ela voltou a me olhar.
Dei de ombros e me fiz de indiferente.
— Sou previsível.
Me inclinei para beijá-la novamente, mas ela me parou, o braço no meu peito.
— Por que não?
Ela olhou pra trás.
— Árvore de Natal. Ainda não terminei.
E se levantou, saindo do meu colo. Me deixando totalmente… Ah.
— Sério? Você me beija desse jeito e depois vai terminar a Árvore de Natal? Sério?— Garotas sabem manter suas prioridades.
E às vezes eu esquecia como ela podia ser má comigo.
